Inaugura já no próximo Domingo, 15 de Março, a primeira exposição individual de Joana Vasconcelos na China, que apresenta uma instalação monumental que reúne quatro novas obras criadas especificamente para a Grande Praça do MGM Macau.

Valkyrie Octopus” é a mais grandiosa obra de Joana Vasconcelos até ao momento e está enquadrada na série “Valquírias”. Com 34 metros de comprimento e 20 metros de altura, Valkyrie Octopus está assente num aquário de grande dimensão – elemento central da praça – e é constituída por mais de 4,000 metros de tecido, combinando técnicas artesanais como croché e o alinhavado de Nisa, assim como adereços de diversas origens, incorporando ainda milhares de luzes LED.

Esta é a primeira mostra a solo de Joana Vasconcelos na Ásia. Habituada a desafios fora dos sítios tradicionais da arte contemporânea, como museus e galerias, considera que montar e expor a sua obra num casino é “só mais um espaço”.

Dez anos decorridos sobre o reconhecimento internacional do seu trabalho, em que foi decisiva a participação na 51ª Exposição Internacional de Arte – la Biennale di Venezia, em 2005, as suas participações em projectos muito diversificados têm-se sucedido, sempre com aplauso do público e da crítica.

De uma carreira que tem sido construída na senda de inúmeros sucessos, deixamos aqui alguns dos momentos recentes mais relevantes, que incluem o projeto Trafaria Praia, o Pavilhão de Portugal na 55ª Exposição Internacional de Arte – la Biennale di Venezia (2013), a individual no Château de Versailles, em França (2012), a participação na coletiva “The World Belongs to You”, no Palazzo Grassi/François Pinault Foundation, em Veneza (2011), e a sua primeira retrospetiva, apresentada no Museu Coleção Berardo, em Lisboa (2010).

Joana Vasconcelos realizou exposições individuais e projetos na Manchester Art Gallery (2014); Tel Aviv Museum of Art (2012); Palácio Nacional da Ajuda, Lisboa (2013); CENTQUATRE, Paris (2012); Kunsthallen Brandts, Odense, Dinamarca (2011); Es Baluard, Palma de Maiorca (2009); Pinacoteca do Estado de São Paulo (2008);
Palazzo Nani Bernardo Lucheschi, Veneza (2007); The New Art Gallery Walsall, Reino Unido (2007); CaixaForum, Barcelona (2006); Passage du Désir/BETC EURO RSCG, Paris (2005); Centro Andaluz de Arte Contemporáneo, Sevilha (2003); Museu da Eletricidade, Lisboa (2001); e Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto (2000).

Joana Vasconcelos tem participado em múltiplas exposições coletivas, incluindo instituições como as seguintes: Kulturhuset Stadsteatern, Estocolmo (2014); FRAC Bourgogne, Dijon, França (2013); ARTIUM, Vitoria-Gasteiz, Espanha (2012); National Museum of Women in the Arts, Washington, DC (2011); Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (2010); Garage Center for Contemporary Culture, Moscovo (2009); FRAC Île-de-France/Le Plateau, Paris (2008); MUDAM, Cidade do Luxemburgo (2007); Istanbul Modern, Istambul (2006); MUSAC, Leão, Espanha (2005); Stenersenmuseet, Oslo (2004); MARCO, Vigo, Espanha (2003); Műcsarnok, Budapeste (2002); e a XXVI Bienal de Arte de Pontevedra, Espanha (2000).

O seu trabalho tem sido destacado em vários livros, dos quais se salientam os mais recentes: Nature Morte, de Michael Petry (Thames & Hudson, 2013); Sculpture Now, de Anna Moszynska (Thames & Hudson, 2013); The Naked Nude, de Frances Borzello (Thames & Hudson, 2012); Arte Portuguesa: História Essencial,
de Paulo Pereira (Temas e Debates e Círculo de Leitores, 2011); Tactile: High Touch Visuals, coordenado por Sven Ehmann, Matthias Huebner e Robert Klanten (Gestalten, 2009); e Regard sur la sculpture contemporaine, de Gérard Xuriguera (FVW, 2008).

A exposição que agora inaugura em Macau vai estar patente ao público até 31 de Outubro de 2015.

Fonte: Joana Vasconcelos Newsletter; Site http://www.joanavasconcelos.com/menu_pt.aspx

Créditos da foto: Foto: Instalação da obra Vakyrie Octopus no MGM MACAU. | © Luís Vasconcelos/Cortesia Unidade Infinita Projectos.