Abriu ao público, no passado dia 22 e estará patente até 25 de Janeiro de 2015, a exposição intitulada “A História Partilhada. Tesouros dos Palácios Reais de Espanha”.

Centrada no colecionismo  e no mecenato da monarquia, esta é uma iniciativa do Património Nacional de Espanha, que escolheu o Museu Gulbenkian para apresentar 141 obras nunca vistas em Portugal.

“Há quase dois anos que a estamos a preparar”, disse Álvaro Soler del Campo, comissário da exposição que reúne obras não só de pintores, mas também ourives, escultores, mestres da tapeçaria, bordadores,armeiros, mobiliário e arte sacra.

Grandes mestres da pintura como Goya, Caravaggio, Ticiano, Tintoretto, Rubens, El Greco e Velázquez, são alguns dos Tesouros expostos e em destaque nesta exposição, sendo a única excepção, um retrato a óleo sobre madeira de D. Isabel de Portugal, pintado por Joos van Cleve, no século XVI, cedido pelo Museu Nacional de Arte Antiga.

Esta mostra tem ainda um terceiro fio condutor, ao evocar e ilustrar as relações políticas e matrimoniais entre as duas monarquias ibéricas. “A História Partilhada” percorre 350 anos, iniciando-se no tempo de Isabel a Católica (1451-1504), figura matricial na afirmação de Espanha como potência europeia, que resulta da unificação dos reinos peninsulares levada a cabo no seu reinado.

Outra Isabel, agora Isabel de Bragança (1797-1818), nascida infanta portuguesa, casa com o rei Fernando VII e é-lhe devida a fundação do Museu do Prado. O próprio museu evoca o facto com veemência e gratidão.

Local: Galerias de exposições temporárias
Fundação Calouste Gulbenkian e Museu Calouste Gulbenkian

Horário: 3ª feira a domingo das 10.00 – 18.00 horas (última entrada 17h30). Encerra 2ª feira e nos seguintes dias: 24, 25 de dezembro e 1 de janeiro.

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