Para um fim de tarde repleto de cultura, no dia 10 de Março às 18h30, visite a inauguração da exposição Echolalia de Ana Torfs no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian.

 

O termo ‘echolalia’ refere-se à repetição de palavras (papaguear) das crianças quando aprendem a falar, mas descreve também uma condição médica que faz alguém repetir compulsivamente palavras e frases ditas por terceiros. Sob este título equívoco, Ana Torfs que tem vindo a compor uma obra única e visualmente surpreendente desde o início da década de 1990, apresenta o seu mais recente trabalho em forma de quatro instalações distintas mas relacionadas. Esta exposição, iniciada pelo WIELS, em Bruxelas, aborda questões fundamentais da apresentação e das suas estruturas narrativas, as quais ocupam um papel centra no trabalho da artista. O amplo conjunto de mecanismos de reprodução a que Ana Torfs recorre, que origina, desde instalações audiovisuais e fotográficas a séries de serigrafias e tapeçarias, convocam divertidas e poéticas traduções de linguagem ou texto em imagens e vice versa.

 

O título da exposição, Echolalia, alude às ligações que ressoam entre as obras expostas. Mais a mais, o conjunto de media reprodutíveis utilizados por Ana Torfs, que vão do som, vídeo, fotografia e projeções de diapositivos à serigrafia e tapeçaria, é extraordinariamente alargado. No fim de contas somos confrontados apenas com os ecos da fonte original: transposições e traduções brincalhonas e poéticas de linguagem ou de texto em imagens, ou vice-versa, que causam desvios de sentido e de interpretação.

 

Ana Torfs (n. 1963, vive e trabalha em Bruxelas) participou em numerosas e importantes exposições coletivas incluindo Parasophia, Quioto (2015), 11.ª Bienal de Sharjah (2013), Manifesta 9, em Genk, Bélgica (2012), 2.ª Bienal de Montreal (2000) e 3.ª Bienal de Lyon (1995). As suas exposições individuais incluem as realizadas no WIELS Contemporary Art Centre, em Bruxelas (2014), na Generali Foundation, em Viena (2010), na K21 Kunstsammlung Nordrhein-Westfalen, em Düsseldorf (2010), no Sprengel Museum, em Hanôver (2008), no Argos Centre for Art and Media, em Bruxelas (2007), na Daadgalerie, em Berlim (2006), na GAK Gesellschaft für Aktuelle Kunst, em Bremen (2006), e no Palais des Beaux-Arts (BOZAR), em Bruxelas (2000).

 

A exposição, com curadoria por Caroline Dumalin, estará patente de 11 de Março a 13 de Junho de 2016, de quarta a segunda entre as 10h e as 17h45.

 

Bilheteira:

Adultos: 5,00 €

Passe diário Fundação (todas as exposições, múltipla entrada num só dia): 15,00 €

Descontos: 

20% portadores do Lisbon Card / Cartão de Turismo de Lisboa

50% portadores de Cartão Jovem, estudantes até aos 25 anos e maiores de 65 anos

Entrada gratuita:

Domingos;

Menores de 12;

Jovens até aos 18 anos quando acompanhados por familiar;

Membros do ICOM, AICA E APOM;

Grupos organizados de entidades de Solidariedade Social;

Acompanhantes de pessoas com deficiência e com mobilidade condicionada.

 

Rua Dr. Nicolau de Bettencourt, 1050-078 Lisboa

http://www.cam.gulbenkian.pt/