A 5ª edição do GUIdance – Festival internacional de dança contemporânea de Guimarães tem início já no próximo dia 5 de Fevereiro, com um intenso programa que se estende até dia 14. Este ano, o evento “assume-se como um festival de estreias”, concretizando a aposta vimaranense em se afirmar como “cidade de criação”.

Durante quase duas semanas, o GUIdance 2015 traz, aos palcos do Centro Cultural Vila Flor e da Plataforma das Artes, nomes “incontornáveis” do panorama internacional, mas aposta fortemente nos criadores nacionais que “simbolizam a enorme vitalidade” da dança contemporânea em Portugal.

Grande parte do elenco desta edição apresenta-se ao público pela primeira vez. São estreias absolutas de jovens bailarinos que dão a conhecer o resultado dos processos criativos que desenvolveram longe dos olhares e com metodologias próprias. “Este é o momento do fascínio, onde o autor desvenda, finalmente, a sua obra em palco ao olhar do público”.

Outro dado importante deste festival é o facto desta 5ª edição apresentar 6 co-produções, traduzindo a visão estratégica que Guimarães tem implementado ao longo dos últimos anos, no sentido de se afirmar enquanto cidade de criação no universo das artes performativas.

O GUIdance inclui ainda actividades paralelas como as masterclasses, que envolvem uma dimensão mais participativa, permitindo que os bailarinos e alunos de dança de nível avançado possam trocar experiências. Este ano as masterclasses serão orientadas por André Mesquita e Tânia Carvalho, dois dos autores que fazem a estreia das suas mais recentes criações no GUIdance 2015.

Em termos de programação o festival abre a 5 de Fevereiro, às 22h00, no Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor, com a estreia absoluta do espetáculo de André Mesquita, “Nostos (uma eventual penumbra de ambiguidade)”.

Dia 6 Fevereiro, às 22h00, no Pequeno Auditório do CCVF, é a vez da estreia absoluta de “LAUF (in a course of a lifetime)”, com Silke Z./resistdance. & Deeper Drama que apresentam António Cabrita.

No sábado, 7 de Fevereiro, a dança visita a Black Box da Plataforma das Artes e da Criatividade. Às 18h00 a companhia Máquina Agradável apresenta “O Esplêndido”, a partir de Splendid’s de Jean Genet. Também nessa noite, às 22h00, no Grande Auditório do CCVF, verifica-se outra estreia nacional, “Planites” da criadora grega Patricia Apergi.

Quinta-feira, 12 de Fevereiro o GUIdance retoma a actividade, com a Black Box da PAC a receber outra estreia absoluta, “432 Hz”, de Filipa Peraltinha.

A 13 de Fevereiro, também às 22h00, o Pequeno Auditório do CCVF tem apresentações em dose dupla: “Bear me” de Cristina Planas Leitão e “Um Triste Ensaio Sobre a Beleza”, de Mara Andrade.

No dia 14, às 18h00, na Black Box da PAC, mais uma estreia absoluta, desta vez da responsabilidade de João Martins que apresenta “Projeto Continuado”. O festival encerra com chave de ouro, nessa noite, às 22h00, com o Grande Auditório do CCVF a receber, em estreia nacional, a obra de Tânia Carvalho, “A Tecedura do Caos”.

Os bilhetes para a 5ª edição do GUIdance estão à venda nos locais habituais, na bilheteira do CCVF e na bilheteira Online e os preços variam entre os 3,00 euros e os 10,00 euros.  A assinatura do festival, com acesso a todos os espectáculos custa 35 euros.