“Almada Negreiros: O que Nunca Ninguém Soube que Houve” é o título da exposição que abre ao público no Museu da Electricidade, nesta sexta-feira, 12 de Dezembro e que permanecerá até 29 de Março de 2015, ano em que se assinala o centenário da revista Orpheu, na qual Almada teve uma participação fundamental.

A mostra integra cerca de 70 obras inéditas e expostas agora pela primeira vez, de um dos mais importantes artistas portugueses do século XX. São desenhos, pinturas e livros de Almada Negreiros (1893-1970), provenientes do espólio da família, de coleções privadas e de instituições públicas.

Companheiro e cúmplice de Fernando Pessoa e de Amadeo de Souza Cardoso no desencadear da Modernidade artística e literária, na década de 1910, figura polémica, mítica e (auto) mitificada, mostram-se aqui as experiências artísticas e especulativas de Almada em torno do desenho, da poesia e do número: livros de artista, ensaios caligráficos e de paginação, tipografia, manuscritos, desenhos de ilustração e pinturas, dando uma atenção especial à revelação de um vasto conjunto de inéditos, artísticos e bibliográficos.

Segundo a Fundação EDP, o nome da exposição foi inspirado no título de um livro até aqui desconhecido, escrito entre 1921 e 1922 por Almada Negreiros:
“O Pierrot que Nunca Ninguém Soube que Houve. História Trágica Ilustrada com Sol e Palmeiras”.

A exposição é comissariada pela historiadora de arte Sara Afonso Ferreira, especialista em Almada Negreiros, nomeadamente nas relações texto-imagem na obra deste artista e que organizou a exposição em cinco momentos-chave, que seguem uma ordem cronológica.

Sobre Almada Negreiros

Essencialmente autodidata, Almada foi um artista verdadeiramente multidisciplinar, figura incontornável do panorama artístico português do século XX. Foi pintor, poeta, dramaturgo, conferencista, humorista, desenhador, crítico de arte, vitralista, romancista e ensaísta. “Almada passou a vida a dizer, a comunicar de todas as maneiras. Deve haver muito poucos (artistas) que sejam escritor, poeta, desenhador e pintor e tão profundamente uma coisa como outra. Ele era mesmo tudo”, afirma Sara Afonso Ferreira, que estuda a obra do artista há 11 anos e desde 2011 se dedica à inventariação do seu espólio.

Almada Negreiros morreu em 1970, no hospital São Luís dos Franceses, no Bairro Alto, no mesmo quarto onde morrera Fernando Pessoa.

Exposição: de 12 de Dezembro 2014 a 29 de Março 2015,
Lisboa, Museu da Eletricidade,
De Terça-feira a Domingo, das 10h00 às 18h00.
Entrada gratuita.

Fontes:

Fundação EDP

Jornal Público, “120 anos de Almada Negreiros”

Jornal HardMúsica

Wikipédia

Quadro de Almada Negreiros, “Auto-retrato num grupo”
1925, óleo sobre tela 130 x 197cm,
Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal