Dissecção é a primeira exposição individual de Alexandre Farto – de nome artístico Vhils – numa instituição artística portuguesa e a maior realizada pelo artista até à data. Patente no Museu da Eletricidade entre 5 de julho e 5 de outubro, a exposição apresenta um corpo de trabalho inteiramente novo concebido especificamente para o espaço, exterior e interior, do museu.

Em Dissecção, Vhils apresenta obras inéditas de grande dimensão, criadas especificamente para este projeto, que problematizam a memória coletiva das cidades, a vertigem das suas imagens, as histórias dos seus habitantes.

Apresentando-se como uma reflexão em profundidade sobre o espaço urbano em interação com os seus habitantes, Dissecção toma como ponto de partida vários dos elementos intrínsecos a esse espaço. A intenção do artista é estabelecer, através dos vários ambientes, criados expressamente no espaço do Museu, um percurso que permite vivenciar a passagem de uma dimensão de ruído, caos e saturação visual – que exprime a vida nas cidades contemporâneas – para um cenário neutro. Vhils propõe-se fazer uma dissecção metódica de elementos urbanos familiares com recurso a vários suportes não convencionais e técnicas destrutivas que tem vindo a explorar no seu trabalho.

De reconhecimento recente, mas já solicitado para intervenções em todo o mundo,Vhils não se limita a usar os muros da cidade como suporte ou a transferir mecanicamente as soluções plásticas do exterior para as telas, revelando grande capacidade global de intervenção e invenção de espaços e meios.