Centro oleiro com maior produção nacional e projeção internacional, Coimbra foi desde o século XVI um importante centro produtor de faiança. Contando com centenas de olarias, que compunham o Bairro das Olarias, chega ao século XXI com apenas uma, que haveria de encerrar em 2007. “A Última Olaria de Faiança de Coimbra” representa a última memória das olarias coimbrãs, através do registo e estudo de tradições seculares. A obra, numa edição da Direção Regional de Cultura do Norte, Museu de Lamego e Vale do Varosa, em forma de e-book, será apresentada em Coimbra (4 de maio), Lisboa (5 de maio) e Porto (12 de maio).
Da autoria de Luís Sebastian e Filipa Formigo, a publicação apresenta de forma acessível e clara as bases necessárias ao entendimento e fruição da faiança portuguesa como um bem cultural, histórico e artístico, pretendendo contribuir para o reconhecimento da importância da indústria cerâmica coimbrã na História da cidade, região e país e ainda para a recuperação da identificação da cidade de Coimbra com o seu passado histórico-industrial.

 

Ao mesmo tempo, o Museu de Lamego prossegue a sua política de descentralização das suas atividades, indo ao encontro dos seus públicos, especificamente o público escolar e universitário e investigadores, não deixando de fora o público generalista, que poderá aceder ao e-book livremente.

 

A primeira sessão terá lugar no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, a 4 de maio (14h30), com apresentação da Doutora Carlota Simões. Segue-se, a 5 de maio (17h00), a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, com apresentação a cargo da Doutora Rosa Varela Gomes. O périplo encerra a Norte, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, a 12 de maio (17h30), com apresentação do Doutor Mário Barroca.

 

De cariz generalista e formativo e por se tratar de um discurso na primeira pessoa, este estudo reveste-se de um potencial científico, pedagógico, divulgativo e humanizante para o desenvolvimento do interesse pela faiança portuguesa, com potencial para extravasar fronteiras.