Joan Baez, cantora e compositora, é a lenda viva da música folk norte-americana e cumpre este ano 56 anos de carreira, mantendo intacta toda a sua energia, fazendo jus a “Forever Young“, um dos temas de maior sucesso da sua longa carreira, e a prová-lo, se preciso fosse, aí estão os dois concertos que vai dar, a 31 de Março, no Coliseu do Porto, e a 1 de Abril, no Coliseu dos Recreios em Lisboa.

Nascida em Nova Iorque há 74 anos, a actuação no Newport Folk Festival, em 1959, com apenas 18 anos, “deu-lhe a projeção nacional que o álbum homónimo de estreia, em 1960, veio confirmar.  A voz de soprano e o acompanhamento simples e eficaz da guitarra, criaram um estilo particular que lhe proporcionou, durante os anos 60, a liderança da cena folk americana, criando desde então o seu estilo, que a transformou numa das mais importantes cantoras norte-americanas.

Senhora de opiniões políticas desassombradas, afirmou-se como activista política ao longo dos anos 60 e 70, tendo feito parte de alguns dos mais importantes movimentos a favor dos Direitos Humanos, ao lado de figuras históricas como Martin Luther King, Nelson Mandela, Cesar Chavez. Manifestou-se contra a guerra do Vietnam, tendo fundado o Institute for the Study of Non-Violence, uma organização de defesa da paz, e em 1979, a Humanitas International, uma organização internacional de defesa dos direitos humanos.

O seu percurso foi feito de diversos discos de ouro e de actuações marcantes em festivais. Depois de um início de carreira direcionado para canções de cariz tradicional, a sua música tornou-se gradualmente empenhada do ponto de vista político. Em 1963 gravou o registo Joan Baez in Concert, Part 2, que incluiu dois momentos importantes: a interpretação de “We Shall Overcome“, hino do movimento pelos direitos civis dos anos 60, e “Don’t Think Twice, It’s All Right“, de Bob Dylan. Seguiu-se Joan Baez/5 (1964), que incluiu a versão do tema de Phil Ochs “There But For Fortune”.

O surgimento dos Beatles e a introdução do folk-rock de Bob Dylan influenciaram a evolução da música de Baez. Na segunda metade da década de 60, os seus álbuns apresentam o acompanhamento de uma banda de suporte, tal como acontece em Farewell Angelina (1965), Noel (1966) e Joan (1967). Em 1968 saiu Baptism – A Journey Through Our Time, trabalho em que surge a declamar poesia. No mesmo ano gravou o duplo Any Day Now, composto integralmente por canções de Bob Dylan.

O casamento com David Harris, líder de movimentos pacifistas, em 1968, influenciou os seus trabalhos seguintes, onde se inclui David’s Album (1969) e One Day At a Time (1970) e o “The Night Drove Old Dixie Down“, e Carry It On (1971), a banda sonora para um documentário sobre Baez e Harris.

Os anos 70 marcaram um desvio musical para sonoridades mais pop-rock, como é o caso dos álbuns Come From the Shadows (1972) e Where Are You Now, My Son (1973).

Em 1975 editou Diamonds & Rust, um dos seus mais bem-sucedidos álbuns, cujo tema-título é considerado uma das canções mais fortes da sua carreira. Seguiram-se-lhe Gulf Winds (1976), Blowin’ Away (1977), Honesty Lullaby (1979) e European Tour (1980). Este último trabalho marcou uma paragem musical de sete anos.

Em 1987, regressou com Recently, álbum em que interpreta músicas de artistas como os U2, Dire Straits ou Peter Gabriel. Precedido de Diamonds & Rust in the Bullring (1989), um registo ao vivo, surgiu Speaking of Dreams (1989), que incluiu duetos com Paul Simon, Jackson Browne e os Gypsy Kings, numa versão de “My Way”. Seguiram-se Play Me Backwards (1992), Rare, Live & Classic (1993), Ring Them Bells (1995), um álbum ao vivo que contou com a participação de Mary-Chapin Carpenter e as Indigo Girls, e Gone From Danger (1997).

Após uma ausência de seis anos, Joan Baez lançou, em 2003,  Dark Chords On A Big Guitar. A cantora fez uma recolha de músicas de diferentes gerações, de artistas como Greg Brown, Steve Earle, Gillian Welch e David Rawlings, Ryan Adams, Caitlin Cary, Joe Henry, Josh Ritter e Natalie Merchant e apresentou-nos versões apaixonadas e  muito próprias, recheadas de espiritualidade poética e emoção.

Joan Baez em Portugal 2015

Coliseu do Porto, 31 de março
Início do espetáculo: 21h30

Coliseu de Lisboa, 1 de abril
Início do espetáculo: 21h30

Os bilhetes estão à venda nos locais habituais e em www.ticketline.pt e custam entre 20 euros e 55 euros, no Porto, e entre 20 e 60 euros em Lisboa.

Fonte: http://www.infopedia.pt/$joan-baez